Educar e Incluir

ed.inclusiva

 Hoje trazemos aqui no Blog Inspira, um tema um tanto quanto complexo e que existem diversas visões a cerca deste assunto, vamos falar sobre Educação Inclusiva.

“A educação é um direito de todos” é com essa frase que adentramos em um assunto tão delicado, mas que tem como objetivo em comum, ”Educar e Incluir”.

Ao pesquisar e ler um pouco sobre esta temática, percebi que existem duas visões distintas, de um lado a generalização, ou seja, incluir este aluno, portador de alguma necessidade especial, nas escolas regulares, “comuns” para que se tenha mais igualdade, sem focar na deficiência e sim na pessoa. Entretanto, neste modelo, estes alunos não obtém uma melhora tão significativa no aproveitamento do ensino-aprendizagem, porque normalmente eles precisam acompanhar o ritmo das aulas, que é voltado a todos os alunos, portanto em um ritmo mais acelerado para eles, se tornando então difícil acompanhar. A outra visão, que muitos profissionais são a favor, é a de escolas voltadas somente às pessoas com necessidades especiais, assim se obtém uma melhora muito mais significativa no aprendizado, porque é um trabalho mais especifico e focado, entretanto o aluno fica com um certo “déficit” quanto ao convívio social, pois o contato deste aluno, será na maior parte do tempo, com outros alunos também portadores de alguma necessidade especial e que também estão ali por certa limitação.

Como podemos ver, as duas visões tem seus prós e contras, mas o que não se pode negar, seja para uma ou para outra, é o direto de educação a todas as pessoas e para isso, todas as instituições de ensino devem estar, no mínimo, preparadas para atender à todos.  Começamos então com a estrutura física das escolas, que precisam de projetos de acessibilidade como rampas, banheiros adaptados, corrimãos, piso tátil, dentre outros auxiliadores. Além da estruturação física, é importante e primordial que se tenha uma estrutura pedagógica para receber estes alunos, com estratégias educativas para inovar em sala de aula, apoio pedagógico como professores de libras, sistema Braille e claro investimento na formação continuada dos professores, com cursos voltados a educação inclusiva e temas afins. Até existem alguns investimento do governo, como concursos, cursos e até mesmo as disciplinas a cerca deste assunto inclusas na graduação, mas ainda assim o acesso é um pouco limitado, e nem todos os professores conseguem mais capacitação pra ensinar e engajar os alunos especiais, infelizmente muitas vezes o professor acaba indo atrás deste aprimoramento por conta própria, sem nenhuma ajuda de custo ou incentivo da escola, porém sabemos que são exatamente estes mesmos profissionais que fazem toda a diferença na vida dos alunos, de modo geral.

Não podemos deixar de pensar também na questão do bullying  que os portadores de necessidades especiais sofrem nas escolas, diariamente, mas vamos pensar desde o começo, afinal o bullying é um ato por consequência de um pensamento pré-conceituoso e é exatamente aí que gostaria de chegar, no pré-conceito.

 Existem diversos tipos de deficiências, a visual, auditiva, intelectual, múltiplas e também os TGD (Transtornos Globais do Desenvolvimento) e para cada uma delas existem, infelizmente, um pensamento estereotipado por parte das pessoas que a desconhecem, um pensamento que inferioriza essas pessoas, mas a verdade tão óbvia e ao mesmo tempo tão negada, é o fato de todos sermos iguais, independente de qualquer peculiaridade.

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Tendemos a ser pré-conceituosos com aquilo que nos parece diferente, mas isso é uma grande bobagem, não é mesmo? “O direito de ser diferente é uma questão de igualdade”.

Todos nos temos nossas diferenças, todos temos nossas características e peculiaridades e isso não é sinônimo de inferioridade. É exatamente isso que nos tornam quem somos e ainda assim, somos todos iguais! Temos que lutar para quebrar a propagação destes pensamentos pré-históricos que nutrem a desigualdade e o preconceito, pois com certeza juntos podemos mudar o cenário e dar chances de melhorias para todos os alunos, sejam portadores de alguma necessidade especial ou não.

 

Até o próximo post 🙂

 

Por Lia Vicente

 

 

 

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